#Sociedade: MARCHA DAS MULHERES PORTUGAL, PORTO 🌈❤️🌍 || Alguns meses atrás, o mundo parou, para assistir às eleições presidenciais nos EUA, onde Donald Trump se tornou presidente.
Para alguns, era uma lufada de ar fresco. Um apresentador de TV de “reality shows”, que não se encaixava no padrão político da maioria dos candidatos, que disse que ia trazer de volta empregos, construir um muro, e “grab women by the pussy“.
Para a maioria, a campanha deste candidato, foi um pesadelo inacreditável, onde a democracia liberal foi posta de lado, e o populismo, o discurso demagogo, sexismo, racismo, xenofobia e homofobia, foram aceites e em muitos casos celebrados.
Pessoalmente, estava em choque. Chorei durante dois dias e de repente os pequenos problemas da minha vida ficaram menores, e não sabia o que fazer. Queria lutar, mas como fazê-lo, contra o Presidente dos Estados Unidos da América? Como criar um impacto tão grande que possa agitar este “show” político intensamente?
Bem, rapidamente a minha pergunta teve uma resposta. Muitas pessoas sentiram-se assim, e alguns começaram a organizar-se.
Inicialmente, e mesmo antes que Trump ganhasse, Karen Cahn, lançou a 2 de Novembro uma plataforma de crowdfunding para mulheres empresárias, chamada iFundWomen. O seu objetivo era ser uma força de independência financeira para mulheres, já que ela achava que Hillary iria ganhar. Mas, às vezes, as coisas podem dar uma grande volta.
Karen, e uma pequena equipa, entenderam que este presidente, ignoraria todas as minorias, e provavelmente, recuará o progresso da administração Obama, por anos e anos.
Então o movimento para a Marcha das Mulheres começou. Não só nos EUA, mas em todo o mundo, já que todos sabemos em países europeus e outros continentes, que o que acontece nos EUA, causa impacto em todo o mundo.
Mulheres, LGBTQIA +, Homem, Imigrantes, Minorias Religiosas, BLM e tantos outros, reuniram-se em todo o mundo no dia 21 de Janeiro, um dia após a Inauguração Presidencial, e foram às ruas fazer um dos maiores protestos de sempre. 673 Marchas “irmãs” para ser exata.
Em Portugal, em cidades como o Porto, Lisboa, Braga, Coimbra e Faro, o movimento atingiu de forma forte e dura, e as “nasty women” e seus aliados rugiram como nunca antes. Foi algo belo de se ver.
Na Praça dos Poveiros, no Porto, o protesto começou, lento e suave. Era incrível ver o progresso, de uma multidão tímida para um grupo de pessoas gritando em plenos pulmões, contra injustiças de todos os tipos. Havia sorrisos, sim, mas também um profundo sentimento de compromisso e responsabilidade sentia-se em cada coração, em cada pessoa.
O #naosejastrump (#dontbetrump), estava em sinais, cartazes, adesivos, nas vozes daqueles que sabem que os tempos difíceis estão à porta, e precisam de estar unidos.
Da Praça dos Poveiros, passando por Santa Catarina, até a Praça D. João I, o protesto pacífico fez os transeuntes pararem e pensarem no que estava a acontecer. Teve o efeito desejado.
Ganhamos esta batalha, mas a guerra está longe de terminar. Esta Marcha foi um sucesso, iniciou a chama de proteção dos direitos sociais, que foi esquecida por muitos. Mas amanhã é outro dia! Precisamos de organizar, reunir, planear e agir, para os próximos 4 anos. Porque, de fato, “nós podemos”!

E deixo-vos com esta mensagem, um canto da Marcha das Mulheres no Porto: “A nossa luta é todos os dias! Somos Mulheres! E Não Mercadoria!”

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Owner of AvanHeart Cosmetics. Vegan, feminist, human rights fighter.